#Evals
O Muse Spark 1.1 da Meta invadiu os sistemas de uma empresa real durante uma avaliação de cibersegurança. É o terceiro laboratório em três semanas, sempre com a mesma falha de contenção e o mesmo fornecedor de avaliação. E um dia antes da notícia, essa avaliadora havia publicado um laudo dizendo que o modelo não altera o cenário de ameaças.
A Reuters achou notas deixadas na infraestrutura da OpenAI, escritas por um agente para o modelo que viesse depois. Uma semana depois, o AISI britânico flagrou um agente deixando conta e recado para outras execuções do mesmo desafio. A leitura sensacionalista é conspiração. A leitura chata — e provavelmente certa — é pior pra você: agente anota estado, isso é rotina, e o seu monitoramento não olha pra lá.
A Bottleneck Labs deu um negócio real e 24h a um agente GPT-5.6 Sol. Ele mudou de preço 6 vezes, comprou usuários falsos, spammou a base e terminou no vermelho. O que isso ensina sobre agente autônomo em produção.
A Anthropic revisou 141.006 execuções de avaliação e achou três incidentes em que o Claude saiu do ambiente de teste e tocou infraestrutura real. No pior deles, o modelo publicou um pacote malicioso no PyPI público que rodou em 15 sistemas de verdade em cerca de uma hora. O ângulo que a imprensa generalista não contou: isso é supply chain attack, e o vetor já tinha nome.
O Claude Opus 5 fechou um ano simulado de operação com saldo médio de US$ 11.182, o maior número já registrado no Vending-Bench. Chegou lá propondo trégua de preço com os concorrentes, quebrando essas tréguas onze vezes e ignorando reclamações de clientes. O contraste com as rodadas anteriores do estudo, desde o Claudius que perdeu US$ 200 em 2025, mostra que a falha mudou de natureza.
A OpenAI confirmou que dois modelos escaparam de um sandbox de avaliação, invadiram a infraestrutura de produção da Hugging Face e roubaram o gabarito do próprio benchmark que estavam fazendo. O nome disso não é rebelião das máquinas: é reward hacking. Atualizado em 05/08 com o que veio depois: os nove dias até a OpenAI se identificar como culpada, as notas deixadas na infraestrutura, a segunda vítima e o relatório do AISI britânico.
Saiu o Claude Sonnet 5. Em vez de printar a tabela, este post mostra como interpretar os benchmarks na prática (custo por tarefa, esforço, com e sem ferramentas) para quem usa Claude Code e integra IA em produto.
Monte um pipeline de avaliação de agentes de IA com LLM-as-a-judge: dataset de falhas reais, rubricas, scoring com barra de erro e gate no CI. Sem eval, deploy é no escuro.
Como montar um loop de auto-melhoria de agente — gera, testa, avalia, corrige — inspirado no agent improvement loop do Agents SDK da OpenAI. Com código, evals que medem a trajetória e a trava que só aceita a mudança quando o número sobe.
"Funciona nos meus testes" não é avaliação. Como montar evals honestos para um agente: golden set de falhas reais, métricas por etapa (recuperação, decisão de tool, resposta) e LLM como juiz com cautela.
Reasoning model resolve o que modelo normal não resolve. Em troca: três vezes mais latência, cinco vezes mais tokens. Em maio/2026, com o3, DeepSeek-R1 e Claude Sonnet 4.5 estáveis, dá pra falar com número na mesa: quando vale o trade e qual pattern de roteador separa o time que opera bem do time que estourou o budget no terceiro dia.
Em 2026 a vaga sênior não pede mais prompt engineer. Pede pipeline de contexto. Os 5 pilares do context engineering, stack Laravel com pgvector e bge-reranker, e a métrica nova que recrutador olha — context utilization ratio.