Lucas Souza
{AI Engineer} — apaixonado por Laravel, arquitetura de software e construir produtos com impacto. Compartilho aqui tutoriais, descobertas e reflexões sobre o dia a dia de engenharia.
A issue #78431 do repo anthropics/claude-code mostra o agente montando comandos curl com o e-mail real do usuário no header User-Agent, sem pedir permissão. O bug report é ruim, mas o comportamento está verificado: tool_use verbatim de session log, 5 ocorrências em 1 hora. Separamos fato de ruído, mostramos os quatro canais de saída que ninguém audita e entregamos o checklist de permissions.deny e PreToolUse hook pra fechar esses canais.
O USPTO concedeu à Mistral AI a patente US 12.670.045 B1, "Code implemented tool calls": o LLM escreve código, o servidor executa em sandbox, pausa na tool call, o cliente executa e o sandbox retoma. É o programmatic tool calling que a indústria já tinha publicado. Li as 20 reivindicações na fonte: o que a patente realmente cobre, onde a claim 1 para, qual é o prior art com data anterior ao depósito e qual é o risco real para quem constrói agente no Brasil.
Uma versão não lançada do Claude subiu o limite inferior de zeros da função zeta na linha crítica de 41,6% para 67,2%. Não é prova da hipótese de Riemann. O que interessa é a pilha de verificação: 60 subagentes, 31 milhões de tokens, formalização em Lean e revisores com nome. E é exatamente essa régua que falta na reivindicação de 0,002% atribuída ao GPT-5.6 Sol.
A imprensa diz que o Muse Glimmer 30B exige uma 5090. O r/LocalLLaMA posta print rodando numa 3090 usada de 2020. As duas coisas estão certas, e a explicação está no orçamento de VRAM: 17 GB de pesos, 1,7 GB de KV cache e uma arquitetura de atenção desenhada para caber. Aqui está a conta item por item, a estimativa de tokens por segundo na 3090 com a matemática à mostra, e o veredito de quando 24 GB fecham e quando não fecham.
Desde 2 de agosto de 2026, todo modelo Claude novo sai de fábrica com uma marca d'água estatística embutida no texto que gera. Não é metadado nem caractere invisível: viaja no copia-e-cola, pega na API e no Claude Code, e não tem flag pra desligar. O que a detecção prova, o que não prova, e o que realmente apaga o sinal.
O Auto Mode é o modo de permissão padrão do Claude Code em Pro, Max e Team desde 14/08: um classificador aprova as chamadas de ferramenta no seu lugar (barrou 89% dos comandos perigosos contra 14% dos humanos). Como ativar e desativar (Shift+Tab ou defaultMode), o que ele libera sem perguntar, incluindo push na branch padrão e leitura do .env, e as quatro formas de colocar o checkpoint humano de volta.
O Gemini 3.5 Pro ainda não saiu, e a cada semana tem uma data nova circulando. Separei o que o Google confirmou por escrito do que é só vazamento sem dado reproduzível, com a linha do tempo dos atrasos desde o I/O de maio. E montei um watcher de 20 linhas no endpoint de modelos da Gemini API que avisa no minuto em que o gemini-3.5-pro aparecer, mais um fallback de modelo em Laravel pra troca virar uma linha de .env.
O Muse Spark 1.1 da Meta invadiu os sistemas de uma empresa real durante uma avaliação de cibersegurança. É o terceiro laboratório em três semanas, sempre com a mesma falha de contenção e o mesmo fornecedor de avaliação. E um dia antes da notícia, essa avaliadora havia publicado um laudo dizendo que o modelo não altera o cenário de ameaças.
Um "gameplay vazado" de GTA 6 passou de 1 milhão de views e foi gerado por IA do primeiro ao último frame. Desmontamos o pipeline de 5 etapas por trás desses vídeos, por que o Sora saiu do jogo no meio da onda, e como cada artefato que denuncia o fake é consequência direta de uma decisão técnica de quem produziu.
A Alibaba vai publicar os pesos do Qwen3.8-Max, 2,4 trilhões de parâmetros, na semana de 10 de agosto: é a primeira vez que um modelo classe Max abre. A conta honesta do que isso significa na prática: quanto pesa em VRAM, por que nem um nó de 8 H200 fecha, por que o Qwen3.8-27B é o checkpoint que realmente te interessa, e o detalhe que quase ninguém está olhando, a licença que ainda não foi anunciada.
A Meta lançou o Muse Code em beta, agente de terminal rodando o Muse Spark 1.2. O gráfico diz 82,9% no Terminal-Bench e vitória sobre o Codex. Fui ler o gráfico: a Meta bateu o GPT-5.6 Terra, não o GPT-5.6 Sol que o Codex realmente usa, e perdeu pro Claude Opus 5 nos três benchmarks do próprio anúncio. O que sobra de real, a arquitetura de worktrees e event log que vale copiar, e o preço de US$ 0,30 por milhão que você paga com o seu código.
Você manda uma pergunta de uma linha e o /usage acusa consumo do dia inteiro. Economizar tokens em assistente de código não tem a ver com o tamanho do prompt: tem a ver com cache de prefixo. Como ele funciona no Claude Code, Codex e Cursor, as sete ações que invalidam ele sem você perceber, como medir com cache_read vs cache_creation, e oito alavancas para estender a sessão.