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Workshop Encerrado

Go To Market: Como Fazer Seu SaaS Sair do Papel e Vender

## Go To Market: Como Fazer Seu SaaS Sair do Papel e Vender No dia 31 de março de 2026, o Clã do Beer and Code recebeu Kimberly Salmi, fundadora da consultoria GoToMarket Brasil, para um encontro ao vivo sobre como levar um SaaS do código à venda de fato. Kim...

Ficha do evento
formato workshop
quando 31 Mar 2026
horário 19h às 22h
status encerrado

Destaques

  • Kimberly apresentou os quatro motivos que, segundo estudo da CB Insights (2021), fazem startups falharem no lançamento: falta de competitividade, precificação errada, timing de lançamento equivocado e pivô mal feito.
  • Foi contado o case do Gympass: a empresa quase faliu ao tentar um modelo B2C, porque a compra de atividade física é emocional e sazonal (segundas-feiras, início de ano); mudou para contratos anuais B2B e virou uma das maiores do segmento.
  • Para validar Product Market Fit, a recomendação foi pesquisa de campo com no mínimo 10 pessoas, documentando entrevistas e testando a lista de features com quem sente a dor — inclusive tendo a maturidade de jogar a ideia fora se ela não validar.
  • Na pesquisa de concorrência, o conceito de concorrente indireto foi ilustrado com um caso da própria Kimberly: clientes de uma plataforma de governança de APIs usavam Excel antes de conhecer o produto, e isso precisa entrar no mapeamento competitivo.
  • Sobre precificação, ela recomendou a pesquisa de Willingness to Pay (perguntar o valor máximo aceitável e o valor mínimo que geraria desconfiança na qualidade) em vez de basear o preço só no concorrente, além de projetar custo, manutenção e margem para inovação até o break-even.
  • No posicionamento, o erro mais comum de fundadores técnicos é vender feature em vez de benefício e dor resolvida; ela também defendeu nichar o público antes de expandir, alinhando o orçamento de marketing ao tamanho do nicho.
  • Na etapa de adoção, os pontos centrais foram central de tutoriais, quick wins nas primeiras semanas e a estratégia PLG (Product Led Growth), em que o produto se vende sozinho sem depender de um vendedor.
  • Participantes trouxeram casos reais: um SaaS de gestão para jogadores de poker, um sistema de download de XML fiscal para contabilidade (com ideia de white label), e a discussão sobre até que ponto insistir ou pivotar um produto que não emplacou.

Profundidade técnica

A espinha dorsal do encontro foi a diferença entre Go-to-Market Strategy e marketing digital: GTM cobre os quatro Ps (produto, preço, praça, promoção) desde a ideação até o plano tático de entrada no mercado, e não se resume a anúncios ou conteúdo. Kimberly encadeou seis etapas práticas — Product Market Fit via pesquisa de campo e qualitativa, mapeamento de concorrência direta e indireta, precificação com Willingness to Pay e projeção até o break-even, posicionamento por benefício (não por feature), adoção com quick wins e PLG, e orçamento/timing regidos pela lógica "pronto é melhor que perfeito". Ela também trouxe uma leitura sobre o mercado brasileiro: a pressa do investidor nacional por ROI, a burocracia regulatória e a desconfiança do consumidor levam empresas brasileiras a lançar mais rápido e com cultura mais ágil que as internacionais, o que exige pivotar e validar em ciclos curtos. No debate ao vivo, essa teoria foi testada contra casos reais dos participantes — do SaaS de poker que competia com concorrentes de orçamento internacional em dólar, à ideia de white label para um sistema de gestão fiscal — reforçando que insistir ou desistir de um produto depende de validar se existe mercado e buscar o diferencial certo antes de abandonar a ideia.

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