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Workshop Encerrado

Engenharia de IA em Contexto Real de Múltiplos Squads

## Engenharia de IA em Contexto Real de Múltiplos Squads Encontro ao vivo do Clã, realizado em 19 de maio de 2026, com Guilherme, atualmente Head de Engenharia na CertSign, como convidado. Guilherme trouxe sua trajetória em desenvolvimento (VB.net e C#.net na...

Ficha do evento
formato workshop
quando 19 Mai 2026
horário 19h às 22h
status encerrado

Destaques

  • CertSign construiu uma CLI interna (empacotada com UV/Python, distribuída via Bitbucket) que faz o scaffold do Cursor com Spec Kit e um conjunto de skills validadas: arquitetura, tech lead, QA, troubleshooting com Dynatrace e GCP, e setup de uma biblioteca própria de logs para projetos Java/Kotlin.
  • Guardrails de governança: uma rule no Cursor obriga a existência de uma especificação (mesmo mínima) antes de qualquer código ser gerado, ADRs versionados registram toda decisão de arquitetura, e o padrão de branches do Spec Kit foi adaptado ao Git Flow interno; MCP conecta o processo ao Jira e ao Confluence para alimentar histórias e documentação automaticamente.
  • Métricas combinam DORA (deploy frequency, lead time for changes, MTTR, change failure rate) com dados extraídos das APIs de analytics do Cursor — uso de skills, modelo utilizado, taxa de aceite de sugestões, tipo de uso (código, documentação, troubleshooting) por desenvolvedor, anonimizados por questão de governança.
  • Case real: refatoração de um gateway de integração biométrica (liveness com FaceTec, OCR interno, score via Serpro) para desacoplar fornecedores e incluir dois novos parceiros — estimativa inicial de três sprints, entregue em 18 horas (12h de planejamento e desenho em grupo, cerca de 1h30 de geração de código pela IA, o restante em testes e revisão).
  • Estrutura organizacional com duas frentes de engenharia e quatro produtos na CertSign, cada squad com "champions" de IA responsáveis por disseminar conhecimento, treinar o time e alimentar cerimônias de coleta de aprendizados sobre o que deve virar padrão da empresa.
  • Comparação entre frameworks de spec-driven development: Spec Kit foi escolhido para o time de desenvolvimento por ser mais fechado e direto; BMad, com múltiplas personas (Scrum Master, PM, etc.), ficou com o time de produto para ideação; a equipe também testou o Reversa, que gera especificação a partir de codebase legado para apoiar modernização.
  • Gestão de custo no Cursor Enterprise: assento com crédito mensal fixo e teto de consumo definido pela empresa, com orientação para usar modelos mais fortes na fase de especificação e planejamento e modelos mais baratos na execução das tasks já quebradas.
  • Debate sobre cultura e adoção: resistência de devs por medo de substituição, o uso da IA como desculpa para layoffs que já estavam previstos, e a virada de chave de que a próxima onda de demissões deve mirar quem não adotou IA — com o exemplo de Francis, que passou a usar Claude Code em projetos pessoais e foi aprovado para ser Staff Engineer de IA Generativa no Banco Neon.

Profundidade técnica

O núcleo técnico do encontro foi a passagem da IA como ferramenta individual para IA como plataforma de engenharia cross-squad: em vez de automação ou agentes autônomos, a CertSign priorizou processo — especificação antes de código, rastreabilidade de decisões via ADR, e uma progressividade que reconhece que cada squad tem um nível de maturidade diferente de observabilidade e adoção. A medição de efetividade foi tratada como problema em aberto: métricas de fluxo e DORA convivem com dados brutos das APIs de analytics do Cursor, e o próprio consumo de créditos virou sinal de maturidade (times que gastam a cota rápido versus os que mal a tocam). Marcelo, participante do Clã com histórico em redes neurais desde 2014, aprofundou essa discussão trazendo sua experiência em consultorias que já observam o próprio agente de IA como sistema a ser instrumentado: hooks antes e depois de cada etapa de execução medem orçamento de tokens, qualidade da decisão e resultado entregue, com LangGraph e Grafana para visualizar a evolução entre versões de um mesmo agente. É essa camada — medir não só o código gerado, mas o processo de decisão da IA e o processo de engenharia ao redor dela — que se torna o verdadeiro desafio de escala quando múltiplos squads compartilham a mesma plataforma de IA.

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Encontros como esse, com convidados que compartilham o lado A e o lado B da adoção real de IA em engenharia, são exclusivos de quem está no Clã. Participe: beerandcode.com.br/workshops/beer-and-code-cla-nivel-1

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