Destaques
- João apresentou sua stack de produção (droplet DigitalOcean + Cloudflare) e recebeu uma trilha de escala: primeiro observabilidade com
Laravel Nightwatch, depois escala vertical do droplet, só depois réplicas com balanceador de carga — com indicação do workshop "Laravel em Alta Escala" (6 horas de conteúdo prático). - Recomendação de separar leitura e escrita no MySQL via replicação (endpoint dedicado para consultas) para evitar contenção de índice sob carga, com o alerta de que sharding prematuro é overkill e custo desnecessário nesse estágio.
- Claudio Messias trouxe uma dúvida em aberto sobre montar um servidor
Reverbmulti-tenant ("um novo Pusher") capaz de gerar credenciais dinâmicas por aplicação — discussão ficou como investigação, sem solução fechada. - Fernando Pereira apresentou o Jarvis, projeto conjunto de Vitor, Wallace e Marcelo Guerra: painel Filament com terminal reativo (shell protegido em Livewire), Reverb e Redis, incluindo um sistema de controle de estoque via WhatsApp com transcrição de áudio e leitura de nota fiscal por foto.
- Fernando também demonstrou um painel de desenvolvimento interno (visualização de endpoints, models e auditoria de inconsistências de dados) construído com
Claude Code, um MCP de contexto com 12 ferramentas e indexação viaSerenapara RAG da própria codebase, usado na migração de um legado PHP7 para uma API desacoplada. - Yuri, professor de ensino técnico no Tocantins, mostrou um starter kit Filament com arquivo de cores dedicado (paleta light/dark sobrescrevendo variáveis do Filament), gestão de temas com Spatie e um sistema de permissões por recurso com controle de acesso (
can) nas views. - Marcelo Guerra apresentou o PackBridge (open source, MWGuerra/PackBridge): um proxy de pacotes privados Composer e NPM autenticado via token do GitHub, com whitelist de IP/domínio, expiração configurável e sem persistência de cache.
- Claudião mostrou o recurso "Hosted Sites" do CMS interno da empresa: recebe o zip de uma landing page gerada por vibe coding, builda e publica automaticamente com tag manager e redirecionamentos já configurados.
Profundidade técnica
A parte de infraestrutura ficou concentrada na consultoria a João, com trade-offs explícitos entre custo e complexidade: escalar verticalmente antes de horizontalizar, usar banco gerenciado em vez de rodar o MySQL no mesmo droplet da aplicação, e adicionar réplica de leitura somente quando o volume justificar — evitando sharding como solução prematura. O bloco mais denso da noite, porém, foi sobre os limites do vibe coding: casos reais de ambientes de produção comprometidos (token de autenticação exposto, endpoint sem proteção, um migrate fresh executado por engano que apagou dados em produção) foram usados para argumentar que a IA deve ser tratada como um par de programação supervisionado, não como um substituto autônomo. O consenso do grupo foi que pedidos pequenos e específicos — nunca abstratos como "monta um sistema" — reduzem drasticamente o risco de gerar classes de milhares de linhas ou código plausível, mas incorreto; e que a responsabilidade técnica e legal do código gerado continua sendo do desenvolvedor, não da ferramenta.
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