Destaques
- Banner e foto minimamente cuidados, com título em inglês contendo as stacks trabalhadas (Laravel, Filament, Livewire, Inertia ou Vue.js) para melhorar a indexação nas buscas de recrutadores por palavra-chave.
- Debate sobre o selo "Open to Work": Herbert vota contra o selo público, por gerar desconfiança em gestores ("por que esse cara está procurando emprego?"); Bruno mostrou que dá para ativar "buscando emprego" apenas para recrutadores, sem exibir a tag pública, mantendo o ranqueamento nas buscas.
- Seção "Sobre" deve ser escrita para leitura dinâmica (o recrutador escaneia, não lê tudo): destacar números concretos como anos de experiência, quantidade de profissionais liderados, squads, e termos técnicos como DORA e métricas de fluxo, que também são captados por IA de leitura de currículo.
- Selecionar as cinco competências principais do perfil (ex: engineer manager, tech manager, sistemas distribuídos, liderança de equipe) funciona como sistema de tags: é isso que recrutadores filtram para ranquear o perfil.
- Perfil bilíngue (português e inglês) aumenta a qualidade das abordagens: Francis relatou contato de uma recrutadora da TopTal e propostas de empresas do exterior depois de criar a versão em inglês do LinkedIn.
- Na Gupy, o currículo deve ser muito mais detalhado que no LinkedIn: a estratégia apresentada foi copiar a descrição da vaga de interesse, usar IA para reescrever cada experiência repetindo os termos exatos da vaga.
- Buscar vagas filtradas pelas últimas 24 horas e se candidatar entre os primeiros aumenta a chance de avançar no processo.
- Para quem está migrando de área, a recomendação é registrar uma "pausa de carreira" na experiência (em vez do selo Open to Work) e manter um GitHub público com projetos reais como vitrine.
Profundidade técnica
O ponto central técnico do encontro foi entender que a Gupy (e ferramentas parecidas) usam uma camada de IA (ATS) que ranqueia currículos por repetição dos termos presentes na descrição da vaga — por isso a recomendação prática foi levar a descrição completa da vaga de interesse para uma IA e reescrever cada experiência do currículo destacando esses mesmos termos (OKRs, DORA, métricas de fluxo, one-on-one, SDLC, sistemas distribuídos, etc.), preenchendo o máximo de campos possível, diferente do LinkedIn, onde o texto deve ser mais conciso. No LinkedIn, o filtro acontece via competências selecionadas (até cinco, funcionando como tags) e pela indexação de palavras-chave no título e nas experiências, geralmente em inglês, já que o mercado de tecnologia usa nomenclaturas em inglês nas vagas. Um segundo ponto foi o de "gourmetizar" a experiência sem mentir: reposicionar vivências reais (como um histórico gestor ou desktop) sob o vocabulário técnico que o mercado busca, mantendo coerência entre o que está escrito e o que se sabe defender numa entrevista, já que recrutadores técnicos avaliam justamente esse alinhamento entre currículo e discurso.
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